segunda-feira, 9 de julho de 2018

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Decisões também bloqueiam?




Hoje apetece-me escrever sobre um assunto que, apesar de vos parecer que é mais do mesmo, é interessante falar!

Sim, vou tocar mais uma vez no assunto bloqueios, não tenho muito como fugir (sim, também não quero de todo fugir), uma vez que é, na esmagadora maioria das vezes, esse, o cenário que encontro.

Como Numeróloga, sabia de antemão que este ano não iria ser muito fácil, apesar de ser um ano de evolução, mas, tal como falei (escrevi) à altura seria um ano de muitas coisas a acabar e, algumas com muita dor à mistura… adiante… sabia que em muitos casos, senão em todos, iríamos ser confrontados com situações para resolver, que, na sua maioria vinham já a arrastar-se desde 2016!

Não há muito a dizer sobre isto… bloqueios e situações densas que este ano têm que ser resolvidas, muitas delas a mal, sobre factos que já vêm de mal a pior desde 2016. Até aqui, não me parece que haja novidade alguma.

Este ano, para nós (e digo nós porque todos cá cabem), ninguém este ano escapa. Uns mais outros menos, todos terão que resolver problemas bicudos, e claro está que eu não sou, nem nunca fui excepção. Lá por ser isto ou aquilo os problemas não fogem de mim com medo.

Muito bem, posto isto, vou ao que realmente importa. Tenho-me deparado e eu mesma me deparei com essa situação, com um fator determinante à maioria dos bloqueios não se desenrolarem, pelo contrário, só pioram. Pois bem. Cada um terá o bloqueio numa área em específico, e para cada um em particular a gravidade do mesmo a si diz respeito. Importa-me aqui referir o como sair dessa situação.

Tenho-me deparado com imensa gente em situações de bloqueios, porque simplesmente não se decidem. Sim, não decidir é também por si só decidir, mas também pode ser gerar um problema maior.
Se custa tomar decisões? Depende da situação em mãos e da gravidade do bloqueio e da área que o mesmo afeta. Mas, normalmente, daquilo que tenho visto, sim custa muito, mas tem que doer. Tem que ser.

Aqui não há se acontecer isto XXXX ou se acontecer aquilo YYYY… não. Não. Não… porque os se’s não decidem absolutamente nada, apenas ajudam a que seja ainda mais efectivada… a não decisão. Ajuda a deixar a situação ali a marinar fingindo-se resolvida… mal resolvida … muito mal resolvida… e um talvez ou um “não quero saber”, ajudam a que nos enterremos cada vez mais. Há decisões que por mais que custem carecem urgentemente de um “sim” ou um “não” e dos bem redondos, porque um talvez sim ou um talvez não, não resolve nada.

Eu própria, me vi numa dessas situações. Também sou um e humano e nem tudo é fácil, nem mesmo para mim. Acredito que as ferramentas só fazem sentido, quando são bem utilizadas. Não vale de nada termos as ferramentas todas, se não as usarmos bem e a nosso favor. Portanto, apesar de ter as ferramentas e de as saber usar, simplesmente achei por bem ignorar esse facto, coisa que sabia perfeitamente que só iria adiar tudo. Não quis saber, achei que não decidir, naquele momento me poderia ajudar a aclarar ideias… pois, não só não ajudou como piorou!

E, tal como vi isto em mim, também o vi noutras pessoas, mesmo amigos, a uns aconselhei, aos que pude e percebi que era importante, a outros não, por perceber que não iriam aceitar. Era o seu caminho, cabia-me respeitar!

Voltando... decidir … sim ou não. Tão simples. Tão claro. Tão direto, e tão duro ao mesmo tempo. Por ser duro há que respeitar processos. Se a pessoa não quer decidir, não se obriga. É um processo que dói e nem todos querem atravessar a dor. Há que os deixar.

Tomar decisões é, talvez, o mais importante durante a vida e quantas vezes não o fazemos porque “não dá jeito agora”? Imensas. Vezes demais, e o “não dar jeito” quantas vezes já nos fechou portas? Se olhar para trás talvez se recorde de uma ou duas situações.

Se está neste momento com uma decisão em mãos para tomar, que seja obviamente muito difícil de tomar, pense nas portas que se estão a fechar, e que por mais que tente ir atrás delas para as abrir elas cerram-se de tal forma que tudo parece estar a fugir-lhe das mãos. Na verdade, nada lhe está a fugir. Só estão a “advertir” que “se calhar é melhor tomares decisões importantes e urgentes já. Sem demoras e / ou desculpas”!!

Decidir custa e como o universo é sábio, sabe tão bem disso quanto nós. Ele sabe que por nossa vontade a maioria das vezes não decidimos de livre vontade a não ser que, algo se suceda para que as coisas se encaminhem para a estrada das decisões. Muitas vezes, as coisas encaminham-se de uma forma particularmente severa, um caminho sem grande dó ou piedade. Um caminho duro que nos é colocado à frente, sem qualquer escolha, um caminho tenebroso, cheio de espinhos e nuvens que em nada nos agrada, e é onde vamos caminhar até que tomemos a tal decisão muito importante.

Talvez por isso se diga que caminhos menos bons levam a destinos maravilhosos, e quase imperceptivelmente temos nas mãos o que queremos achando que foi algum milagre, e não foi. Foi tudo fruto das nossas decisões e, pensando bem, só assim faria sentido que fosse.

Decidir é quase tão importante como respirar. É algo que fazemos tão bem quanto isso e com uma habilidade tal para fazer apneia (não decidir) que quando damos por nós, já estamos a respirar outra vez.

As nossas decisões, ou a falta delas, bloqueiam, é um facto. Portanto é sumamente importante perceber que tipo de portas estão neste momento a fechar, pois o porquê disso pode estar a uma decisão de distância. O que é que não decidiu e que consequentemente lhe está a fechar oportunidades de expansão, seja em que área for?

A sua resposta está nesse sim ou não que tanto pretende evitar, mas, apesar de tudo, lá no fundo, sabe tão bem que não pode andar eternamente do talvez…

Andar a vida toda nessa máquina de lavar roupa que se chama universo, que por sua vez nos coloca às voltas a pensar no “porque raio tudo está a sumir” não é bom, muito menos produtivo, e depois, o que acontece é “se demoras muito a decidir, eu mesmo vou-te colocar um problema dos bem grandes às costas até perceberes o que queres”!

O universo, a vida, as pessoas… tudo em geral… ninguém vive de talvez. Todos dependemos em certas alturas de um sim ou de um não… sim ou não, nada mais que isso e às vezes, as voltas que damos para não os dar e / ou dizer! Acabamos por dar a volta ao mundo, às pessoas, às situações, aos problemas, para dizer “nim”…

Hoje o que pretendia partilhar era precisamente isto. A razão dos nossos bloqueios não está propriamente nos nossos inimigos, na má sorte, ou no grande azar… às vezes os nossos inimigos somos nós mesmos quando entendemos adiar uma simples coisa tal como um “sim” ou um “não”!!

Às vezes o nosso medo é simplesmente se iremos fazer a escolha certa ou não. À parte disso. Que certamente há escolhas e escolhas, casos e casos!

O que aconteceria consigo se eu dissesse que sim?
O que aconteceria caso dissesse não?

Em qual dos quadros se sentiria mais confortável tendo em conta o sim e o não?

Sem desculpas, hoje, que decisão importante há por aí que necessita mesmo de ser tomada?



 Sandra L. Santos

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