domingo, 22 de abril de 2018

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Perdoa o teu passado






A paz vem de ti! 

Estar em paz é muito mais do que dizer “estou em paz”. Estar em paz é, também fazer as pazes com o teu passado. E, este pode não ser um passado recente, pode ser aquele mais longínquo cujas memórias te parecem tão presentes ainda que não tenhas noção delas. 


Aquele passado que não te lembras, e da qual trazes memórias. Algumas boas, outras nem tanto. Mas é com esse, principalmente com esse, que é preciso fazer as pazes. 


Com esse passado que parece que traz ao cimo tudo e nada ao mesmo tempo. Com aquele passado que não compreendes porquê nem como, mas ele faz-te hoje em dia adotares determinados comportamentos ou posturas! É ele que faz, de vez em quando autênticas erupções, principalmente quando te propões a conhecê-lo. E nem sempre o que nele se descobre é agradável. E é por isso que é tão importante estares em paz com ele. Fazeres as pazes com ele. Ele marca-te mas não vives lá mais. Compreende-o. Aceita-o. Não te revoltes. Faz simplesmente as pazes! 


Pode ser injusto o que ele te faz passar. Sentir. Ter… agora, mas é ainda mais injusto para ti não saberes o porquê do que estás a passar. É ainda mais injusto para ti mesmo não quereres saber as razões de determinados padrões e /ou acontecimentos. Podes, hoje em dia não te ver reflectido nesse teu passado. Hoje és diferente. Evoluíste. Simplesmente não tens memórias vivas dele! Só memórias inconscientes. E isso é tão profundamente perturbador. 


Saberes que tens medo, mas não sabes porquê. Saberes que foges de determinadas situações. Padrões. Locais. Pessoas, e… simplesmente as respostas são… nenhumas. 


É quase irracional. Tu ages como se fosses tu. E és tu na verdade. Só que um “tu” ainda habitante das memórias trazidas do teu passado. E porque é que elas ainda vivem em ti? Qual é o motivo pela qual se fazem tão presentes e tão distantes ao mesmo tempo? 



Talvez o motivo seja a vida. Talvez sejas tu. Talvez não seja ninguém. Mas tu, que vais fazer relativamente a essa escassez de informação. Não podes fazer as pazes com um passado que desconheces, que no fundo é, incompreendido. Ele não está nas tuas memórias vivas. Está aceso nas tuas memórias apagadas! 



Já fizeste as pazes com o teu passado? Eu também pensava que o tinha feito, até descobrir que havia mais. Pensava eu, na altura que bastava aceitar. Perdoar. Desculpar e amar, que tudo fazia sentido a partir de então. Mas não. Não foi assim. Foi na verdade uma luta no vazio cheio de nada, onde coisa nenhuma acontecia, por culpa da desinformação que então tinha comigo, que era… zero! 



Fazer as pazes com o passado é algo muito mais profundo do que saber que “se estou cá é porque de alguma forma e alguma coisa tenho que aprender”. Sim, também é isso, mas isso por si só não nos basta. Não me bastou. 


O que tenho que trabalhar aqui?


Porque tenho que o fazer?


Que passado foi o meu?


Em que se basearam as minhas acções?


Que tipo de missão tenho?


Porque a tenho?


Como devo trabalhar essa missão?


O que devo libertar?


Porque ajo e reajo assim?


O que me motiva a reagir/agir de tal modo?


Tudo isso são questões que deves tentar perceber a fim de conseguires ter informação suficiente para conseguires perdoar o teu passado. O teu passado. O meu. O de todos. Têm história mas será que tens informação suficiente para conseguires perdoar essa história. Será de estás mesmo em paz com ele? 



Fazer as pazes e perdoar o teu passado é compreenderes todas as respostas às perguntas acima. A essas e a muitas mais que te possam estar a perturbar a mente. É perceberes que afinal tudo faz sentido e que só precisas de ter informação válida na tua posse para que o perdão seja verdadeiramente feito e a paz chegue em pleno. 



Estar em paz com o teu passado é assumir em pleno que a lição foi compreendida. Aprendida e assimilada. É não te culpares. Não te podes culpar por algo que não tens memórias vivas, mas podes pelo menos assumir perante o teu presente de forma consciente que tu hoje não és mais aquele passado. Podes perdoar até o teu presente, se conseguires fazer as pazes com o teu passado. 


Porque é que certos padrões se repetem? 


Porque é que isto se passa comigo?


Que lição existe aqui?


O que necessito desenvolver?


Tudo isso e muito mais são perguntas que podes fazer. O teu passado certamente agradece. Ele perdoa-te se tu o perdoares.
Sandra L. Santos
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