quarta-feira, 4 de abril de 2018

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Espiritualidade de esquina de café



Este tema não é novo mas é claramente pertinente. Não podemos continuar a encarar a espiritualidade e o desenvolvimento pessoal / espiritual / energético como se fosse o mesmo que “tomar um café com amigos no café da esquina e trocar umas larachas lidas em uns livros que são tidas como verdades absolutas”.

Não pode ser. Há que ler esses mesmos livros. Há que pensar se o que esta lá escrito faz mesmo sentido para a nossa verdade!

Sim cada um de nós tem a sua verdade individual! Mas porra! Terapeutas têm que ter a obrigação de saber ler energias! Lamento mas tem! Não se pode ser bom terapeuta quando não se sabe ler o básico.

Lá por estar escrito não quer dizer que seja verdade! Lá por a pessoa vender aos milhares de livros e dizer que canaliza o “pai natal” não quer dizer que seja verdade. Sim, porque o que não falta por ai são canalizadores de segunda.

Até pode haver verdade mas temos que ter cuidado com aquilo que afirmamos, pois quem nos procura já o faz em estado de desespero e se lhes vimos com conceito pré-fabricados, que lemos num livro qualquer, mas na verdade nem testamos isso na realidade, pode dar asneirada da grossa.
Pois assim pura e simplesmente estão a passar informação. E já se sabe “quem conta um conto acrescenta um ponto.”

Não passam de passadores quando na verdade a vossa missão é muito maior que isso!!

Canalizem! Explorem! Interroguem!

Custa? Sim custa. Dói? Sim dói. É feio? É horroroso.

Mas porra. Vão ser meios? Metades? Vão ficar aquém das vossas potencialidades por medos ou facilitismos?
Sinceramente para isso mais vale estarem na caixa de um supermercado qualquer (sem qualquer desmérito para os caixeiros que eu também fui uma e aprendi muito lá.)


Os mais puristas vão dizer: “ai isso é escolha deles, tens que aceitar e pardais ao ninho”, “ se isso te incomoda é porque estás a ver reflectido neles algo que tens que trabalhar em ti”.
Oh gente! As coisas não são bem assim, vamos lá a sair da caixa e pensar – Lá por eu me incomodar com maus profissionais quer dizer que eu mesma o sou?


Se já existem as verdades absolutas que raio andamos aqui a fazer? A pastar a mula não?
É preciso saber descobrir os "gatos com os rabos escondidos" e não nos perdemos em espiritualidade de mundinhos cor de rosinha com fadinhas e unicórnios da cor do arco-íris.


Tenho-me apercebido que nesta área existe muito silêncio e sobretudo medo, muito medo. Não se fazem ondas. Como se falar de certos temas fosse tabu.  

Espiritualidade ou ser espiritual não é ver tudo cor de rosinha e facilitado. Não é acender uns incensos, fazer umas meditações e umas sessões de reconexão que fica tudo maravilhoso. Não.  


Nós, terapeutas, temos uma responsabilidade muito grande não só para connosco, mas também para quem nos procura, em sofrimento, e sobretudo para com a energia, para com os Mestres Ascensos e todo o pessoal lá de cima.


Não podemos afirmar algo quando existe uma multiplicidade de factores!
As pessoas vêem o que dizemos, ou muitas vezes partilhamos dos outros, como verdade! E isso pode ser contrário ao que pensam de trazer-lhes mais sofrimento!

Não é sofrimento, e se calhar pura burrice, dizermos a uma mulher que quer ser mãe que tem esse bloqueio porque o deseja profundamente, que a culpa é do seu ego? Não haverá infertilidade? Não será um bloqueio de vidas passadas? Não terá algo a aprender? Não poderá ser um bloqueio energético localizado nos órgãos genitais?


Temos que ser responsáveis! Sejam responsáveis e aprendam a ler energias! Frases feitas já não chegam para ascender. Rituais antigos já não servem.
Tem que criar novas formas de ver e fazer! Não tenham medo de sair da caixa! Percam o medo e afirmem-se!


E sinceramente, se têm medo saiam do caminho e deixem os corajosos desbravar o caminho para vocês!


Mas também não se queixem se ouvem “uma boca ou outra”. Mas não se escondam atrás de frases feitas. Ou de conceitos vazios.

Certo que ninguém é perfeito, muito menos eu, e estamos todos a aprender e evoluir. Mas porra!! Tem que haver o mínimo!

Eu sei que existem pessoas sérias e sou abençoada por conhecer algumas. Mas sinceramente conto-os pelos dedos de uma mão. Diria que mais de 90% são seres de uma sombra e maldade inacreditáveis e ainda assim proclamam ao ventos que ajudam e curam.

Com isto não quero denegrir ninguém, nem estou a libertar raiva (como uma alma iluminada me disse). Simplesmente falo do que vejo e sei.

Acho que chegou o tempo de falarmos da realidade tal como ela é. Temos que trazer o lixo ao de cima para que possa ser transmutado.


“ah e tal esquece os outros e foca-te no teu trabalho”  - não será também minha responsabilidade quando vejo más práticas e me calo? Não falando e expondo novas perspectivas, não colocando cá fora a informação para as pessoas poderem fazer uma escolha de forma concreta e informada?


Estamos a trabalhar para a ascensão mas ficamos quietinhos e caladinhos quando confrontados com maus profissionais e más práticas? Está é uma época de crescimento e de partilha de informação. Não podemos simplesmente ficar atrás de um pc e somente partilhar textos.

A nossa responsabilidade é maior! Canalizem! Vão atrás da vossa verdade e realidade pois ela pode ajudar alguém que esteja na procura do seu Eu.
Os maus só vão persistir se os bons se acomodarem a isso. Mas isso cumpre o seu propósito? Fazerem o seu serviço no seu canto caladinhos e quietinhos???
Sim, sim. Fiem-se na virgem e não corram bem. Fiquem a esperinha que a vida vos traga tudo. Fiquem.


Fiquem, mas saiam da nossa frente sff.


Nós somos os Guerreiros da Luz, e alguns mesmo Guerreiros do Arco - Íris! Até quando vão ficar passivos?!


Quanto a mim, cá vou falando da realidade. Da verdade que canalizo. Sem medo de me expor até porque nunca me escondi atrás de fotos com bonequinhos.
Este não é um caminho de medo nem de silêncios.  

Ah e para quem me tenta deitar abaixo, eu não sou cá como Fénix que renasce das cinzas! Isso é para fraquinhos. Eu levanto-me com a fúria de um touro e a força e determinação de uma leoa. E tenho todo o gosto de mandar tudo para trás da mesma forma que recebi!


Com Claridade e Persistência,

Joana Cristina Pinto

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