quinta-feira, 1 de março de 2018

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O que eu aprendi | Joana Cristina Pinto



O que eu aprendi sobre as pessoas?
As pessoas são más e egoístas;
Ainda existem boas pessoas;
Não tem qualquer mal mostrar as minhas fraquezas pois são elas que me vão tornar mais forte;
As pessoas não mudam por mim, nem eu posso pedir essa mudança;
Não cabe a mim mudar as pessoas mas sim orientar e dar ferramentas para que estas se encontrem e iniciem o seu processo de cura;
As pessoas tendem a culpar os outros pelos seus problemas não assumindo assim a responsabilidade pelas suas vidas;
As pessoas gostam de se queixar mas isso não quer dizer que eu tenha que as ouvir e ficar com a sua “carga tóxica”;
O que os outros acham de mim não é problema meu, mas sim deles;
A maioria das pessoas não gostam de mim pois sentem-se ameaçadas pela minha energia;
As pessoas vão sempre mentir-me e tentar me rebaixar;
Todas a pessoas estão a passar pelo mesmo processo que eu, a enfrentar os seus próprios demónios e sombras - mas isto não desculpa as suas más atitudes;
Não existem pessoas complicadas mas sim pessoas que se encontram em negação, recusa e resistência;
Não tenho pena das pessoas, antes compaixão e entendimento;

O que eu aprendi sobre o meu trabalho?
O facto de alguns mestres / terapeutas não mostrarem ou falarem das suas dificuldades ou lutas não quer dizer que não as tenham, todos as temos não sou só eu;
O facto de uma terapia não funcionar comigo nada tem a ver com a sua qualidade mas sim com o facto de ela não ser adequada a minha energia ou mesmo ao meu caminho;
Não preciso de um titulo académico, curso, certificado de X ou Y para conseguir ajudar e orientar;
Nem todas as terapias são boas;
Existe muita mentira e ilusão a volta dos terapeutas;
Muitos terapeutas escolhem se esconder atrás de um manto de silêncio em vez de falar da verdade, desmistificando o que na verdade é a espiritualidade;
Ainda existe muito medo;
Só porque sou terapeuta ou tenho “dom” não tenho que ajudar todos os que me procuram;
Eu não sou obrigada a ajudar ninguém!;
Não existe mal nenhum em recusar um atendimento;
Ajudar para depois ficar mal não é trabalho de Luz;
Não tem mal cobrar pelo meu trabalho;
Não tem mal em cobrar bem pelo serviço que eu presto;
Não devo baixar preços só porque se queixam que é caro;
Não devo atender de borla só porque me contam um "dramalhão";
Nada se elimina e nada se cria, tudo se transforma e transmuta;
Procedimentos e rituais são uma mera formalidade;
A energia funciona pela intenção;
Amor e compaixão são as minhas forças motrizes de trabalho;

O que aprendi sobre a espiritualidade?
Existem vários caminhos, mas apenas uma verdade;
O meu caminho só eu o sei, posso ser orientada e guiada em algum ponto, mas só eu o conheço verdadeiramente e só eu o posso percorrer;
O caminho do meu mestre não é o meu caminho e não tem mal se eu me afastar;
Sinto-me fora da caixa e não tem mal nenhum viver fora dessa caixa;
Não me encaixo em nenhuma definição chamada de “normal” da sociedade e não há nenhum mal nisso;
O meu ritmo de vida é mais lento, não que não faça as coisas, porque as faço, mas porque eu sigo os tempos que não são os da sociedade, obedecendo as minhas próprias leis e ritmos;
Guardar ressentimentos, ódios e dores é perda de tempo e de energia;
Perdoar é diferente de esquecer, perdoar liberta-me, esquecer faz de mim um alvo;
Tudo o que me pede luta, batalha e desconforto talvez não seja o melhor para mim e não seja de todo o caminho;
Tem de doer para curar, não porque tenho que sofrer mas porque só assim a dor se dissolve;
Posso me bater e resmungar mas devo rapidamente aceitar e libertar;
Sem conhecimento, sabedoria, empenho, disciplina, estudo e leitura não existe desenvolvimento;
Amor é a maior força;
Não existe separação, somos um só;
Nunca estou só e abandonada;
As vezes é somente preciso deixar fluir em vez de tentar compreender e analisar;
As vezes é preciso entender tudo;
Não há melhores nem piores, há diferentes;
Tudo o que preciso está dentro de mim;
Não há falta, fraqueza ou limitação;
Só o amor é real;


Com Claridade e Persistência, 
Joana Cristina Pinto

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