sábado, 24 de março de 2018

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"Não deves cobrar por um Dom de Deus!" - Será que é mesmo assim?



Hoje venho falar de mais um tema polémico, não porque gosto de provocar mas acho que determinados assuntos devem ser falados sem MEDOS!!!! E ainda vejo muitos terapeutas e chamados espirituais com medo.
Gostava de saber como enfrentam as sombras se depois tem medo de falar de assuntos que são importantes para desmistificar esta área. Mas pronto, livre arbítrio, cada um faz aquilo que quer. Mas se é para viver esta área, que deve ser das mãos difíceis que aí anda, mais vale vivemos em toda a sua plenitude.


Nos últimos dias, e na verdade desde sempre, tenho recebido muitas mensagens que me dizem o seguinte:

“Não se deve cobrar pelos serviços que se prestam. É o dom foi dado por Deus não pode cobrar por ele. Não se pode ganhar dinheiro ajudando os outros. Jesus e Budha não cobravam…” e por ai fora.
Eu já escrevi sobre isto, e sei muito bem que é uma prática corrente, e quero deixar claro que cada um trabalha e cobra como acha que deve cobrar! Eu simplesmente estou a dar a minha visão.


Aquilo que eu respondo a essas mensagens é o seguinte:

Sou um ser físico e material e como tal preciso de comer, beber, vestir-me e pagar contas – como o faço se não cobro pelos meus serviços?

Eu não vivo de caridade, pois sou perfeitamente capaz de ganhar o meu dinheiro, “tenho um bom corpo para isso”, porque haveria de me rebaixar, e sim a palavra é rebaixar, a vontade dos outros?

Não considero que o meu trabalho seja menor ao ponto de não ser pago – porque haveria de ser menor?

Sim eu tenho um dom de Deus – todos nós o temos mas eu fiz a escolha consciente de despertar e de o desenvolver e mais que isso, fiz a escolha, corajosa, de o colocar ao serviço dos outros.

Eu presto um serviço, eu dou algo logo não é mais que justo que receba algo em troca? Sim sim, lei do retorno, vai-me recompensar quando já viver no meio da rua e passar fome.

Não ficarão os que me consultam a “dever-me”? Ora pensem lá, eu estou a prestar serviço, estou a dar algo a alguém, algo Divino, e depois não recebo nada em troca, essa mesma pessoa fica em divina karmica ou energética para comigo, e mais cedo ou mais tarde vai ter que no pagar. Não é mais simples pagar logo e livrarmo-nos todos desse karma?

Então um músico que toca excepcionalmente e que claramente tem um dom dado por Deus não deve cobrar pelos seus serviços? Vão os violinistas também fazer caridade? E os médicos? Pois, cobram né? Todos pagam para ter acesso a saúde, porque não pagar aos que se dedicam ao espírito? Somos menos? Menores? Não me parece.

O dinheiro existe certo? E qual a sua função? É um meio físico que serve para dar um valor em troca de serviços prestados. Então porque quem trabalha nesta área não pode usufruir dele?
Se eu não coloco um preço estou a dizer que o serviço não tem qualquer valor, eu não me estou a dar mérito.

Jesus, Budha e grandes outros mestres vieram para nos ensinar muito, é certo. Mas vamos ser realistas e práticos sff. Eles viveram a mais de 2000 – 3000 anos atrás! E fará sentido nos regermos, em 2018, por práticas realizadas lá atrás? Mas a gente quer evoluir e ascender ou queremos nos manter aqui presos com procedimentos arcaicos?

Vamos somente nós reger pelos seus ensinamentos base, e profundamente poderosos, e vamos entender que o que se fazia em tempos antes de Cristo não pode ser modelado para este tempo, estamos em 2018.

Eu cobro pelos meus serviços por questões simples e na verdade prática: (e na verdade estas são as razões de todos os outros que cobram)

Sou boa naquilo que faço. Ponto. Sou ética, justa e correcta – não sou perfeita mas todos os dias trabalho, no duro, para ser melhor pessoa e profissional que fui ontem.

Trabalho sempre para ter melhores serviços de forma a ajudar de uma forma mais efectiva – mais formações, muito estudo, muitas leituras, muitas meditações e interiorizações.

Acredito em mim e no meu serviço logo acho que tenho que ser recompensada por isso mesmo. O meu serviço é bom e conta.

Não acho que deve estar a mercê das boas vontades dos outros. Lamento mas não.

Mantenho um preço que considero justo e não invento coisas por cima, materiais ou rituais ou tretas. O meu preço é fixo e as pessoas sabem sempre com o que contar.

Sou uma pessoa que come, bebe, veste e tem contas para pagar. E ainda não recebi nenhum choque divino para pagar a luz, vocês já?


Quem sou eu, espiritualmente, quando me acomodo as vontades dos outros? E não faço nada por mim e pela minha vida? (como o posso fazer se não cobro nada)

Quem sou eu, espiritualmente, quando me dou na minha totalidade aos outros e depois nada recebo em troca?

Quem sou eu, espiritualmente, quando me nego no merecimento e em todas as energias de abundância e prosperidade?

Quem sou eu, espiritualmente, quando ao não cobrar estou a dizer, a quem me procura para ajuda, que não precisa de dar nada em troca, só receber.


Devemos ser justos, éticos, ter compaixão e ajudar e amar o próximo. Ponto. Mas devemos ser pagos. É um trabalho como outro qualquer. Esta na altura de as mentes arcaicas saírem da idade das trevas e se atreveram a ver a Luz e se comportarem como pessoas que trabalham para a sua evolução e para a evolução colectiva no ano de 2018.



Com Claridade e Persistência, 
Joana Cristina Pinto

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