domingo, 11 de março de 2018

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Bloqueios de 2018 - Porquê e como ultrapassar | Numerologia




Estamos a poucos meses neste arranque de 2018, e já são, aliás, já são desde 2016, muitas as queixas sobre o quão dura é esta fase!!

Estamos, desde 2016 sensivelmente em fase de limpezas, a maioria das quais passa pelo lado emocional, seja isso ao nível do romance, como a outros níveis, alguns até bem mais profundos do que uma simples relação em casal. E é precisamente esse o ponto mais difícil de sarar, pois as feridas deixadas pelas emoções são, talvez, das mais difíceis de eliminar. A dor que vem através do que sentimos é por vezes maior do que outro tipo de dor, e sejamos sinceros… Praticamente tudo o que nos rodeia provoca em nós uma emoção, nem que seja mínima, mas provoca, a qual vai reflectir em nós algo que gostamos mais ou menos. Tudo depende da forma como assimilamos a energia que aquela determinada emoção nos pede.

Trabalhar emoções e aprender a lidar com elas nem sempre é uma tarefa fácil, é até bastante árdua essa tarefa de andar pelo caminho do meio no que toca ao campo emocional, mas este ano pede precisamente isso, o libertar definitivamente todas as dores emocionais que ainda existam na sua vida. Porque se algo lhe provoca dor, é sinal que já não está a fazer bem, está sim a drenar energia que poderia ser usada para outras coias que lhe provoquem mais leveza, e mais alegria! A dor, nada mais é do que uma forma de nos mostrar a nossa força e a nossa capacidade de lidar com feridas…

Quão profundas são as feridas que tem neste momento abertas?
E como se sente relativamente a elas?
Sente medo de agir?
Porque motivo esse medo o assola?
Que factores o estão a impedir de sarar essa ferida?
Até onde está disposto a ir para acabar de vez com essas feridas que tanto doem?
Se tivesse uma capacidade extra, qual escolheria ter para fazer frente a todas essas feridas?

As feridas doem. Têm que doer. É o processo natural da vida. Sentir dor para saber o que não se quer, e acima e sobretudo, sentir dor para perceber que é ali, precisamente ali que reside um problema que temos mais tarde ou mais cedo que solucionar. E vale mais, tratá-lo mais cedo, dado que mais tarde pode dar origem a complicações ainda maiores. Em última instância pode dar origem a outros problemas, que depois se podem tornar bastante mais difíceis de resolver.

Nesse sentido, desde 2016 para cá temos vindo a ser confrontados com dores que inevitavelmente mexem com ilusões versus verdades. É preciso desiludir, em muitos casos para descobrir a verdade. É preciso sentir para doer! Não há outra forma deste processo ser feito, acontece que é de todo o interesse não resistir. Resistir, adiar, tapar o sol com a peneira, viver com base numa mentira, viver no meio do vazio, viver em vidas paralelas, onde se por um lado se admite uma falha, por outro, não se quer resolver essa mesma falha, por motivos vários. E que motivos são esses?

Não convém!
Conforto!
Comodismo!
Não querer magoar terceiros!
Não querer admitir as verdades!
Inércia pura. Não fazer nada porque na sua percepção das coisas não há nada para ser feito!
Ilusões que vão de encontro à ingenuidade, revelando falta de acção por não conseguir ver os factos tal e qual como eles são!
Adiar afazeres, decisões, escolhas para altura mais propícia!
…etc

Todo um rol de atitudes que em vez de ajudar, apenas atrasam processos que já de si são bastante difíceis e morosos. Atrapalha-se a si mesmo. Atrasa a vida. Atrasa processos e depois? Depois surgem as queixas que evidentemente acabam por surgir na sequência desse tal bloqueio que provocou com a falta de acção! E a seguir?  A seguir atrasa todo um processo de vida porquê? Porque se encontra a remar contra uma maré que se chama vida e que por sinal, é bem mais forte que todos nós juntos!

Atrasar processos de vida é legítimo? É, claro. É uma escolha sua fazer ou não fazer, bem como é uma escolha sua resistir ou trabalhar esse problema. Mas será isso benéfico? Claro que não! Ninguém gosta de ficar estagnado na vida numa sensação chata de chove e não molha. E isso deve-se única e exclusivamente à sua falta de acção. Sem desculpas dos astros! Sem culpas do sistema. Sem culpas de A, B ou C. Sem desculpas algumas… ninguém é vítima das circunstâncias da vida, note-se que se não faz nada a mais por si, quando muito a vida é que é uma vítima sua!

Claro está que existem situações de bloqueios derivados de outros factores, todavia não vamos fazer disso regra! É uma excepção para a qual devemos estar atentos, sim, mas não é uma excepção para nos afogar e mas… isto e mas aquilo… Se está numa situação em que não vê avanços, o mais certo é estar a resistir a algo que há muito, desde 2016, devia estar a trabalhar por… não trabalhou!! Este 2018, as fases estão a encaminhar-se para colocar tudo no seu devido lugar, pelo que será mais ou menos isto “se não faz a bem, vai fazer a mal”.

E fazer a mal ninguém gosta, quem gosta de ser obrigado a fazer uma coisa que ainda por cima, anda há muito tempo a resistir fazer. Ninguém, pelo que os tempos convidam seriamente a que faça essa opção por si, caso contrário pode ser confrontado de forma fria e quiçá injusta com uma realidade bem mais crua do que a que tem em mãos de momento. Certamente não será por culpa de Mercúrio estar retrógrado.

Esta primeira fase de 2018, até Abril é lenta, precisamente para que possa, com calma, fazer as avaliações que precisa. Concretizações não são muitas, apesar de as haver. Mas a tentação de se limitar, fazendo-se de vítima para não agir é enorme. A confusão pode muito bem instalar-se o que leva certamente a uma falta de foco no que toca a decisões, mas é sumamente importante que se foque. Centre-se naquilo que deseja e expresse-se positivamente relativamente a isso. Assuma as suas emoções. Assuma o que sente de verdade e seja acima de tudo justo, quer consigo, quer com os outros. Ninguém disse que seria fácil, mas é precisamente por isso que as lições existem. Para nos tornar mais fortes! Para nos mostrar que afinal somos capazes.

É um ano para arrumar de vez com ilusões mas também com ciclos passados. O velho e o estagnado já não pertencem a uma verdade, até porque se assim fosse não estariam na categoria de velhos e estagnados, então, se assim é, é para limpar! E que melhor limpeza senão o desapego, senão o soltar, o deixar ir… é difícil deixar ir um passado que provavelmente nos fez feliz? É, claro que é!! Afinal de contas se nos fez feliz e agora não faz mais, ele acabou, inevitavelmente, por abrir uma ferida, que dói. E a mesma não passa enquanto não resolvermos tocar-lhe a fundo e sará-la de vez! As feridas só tendem a passar quando resolvemos tratá-las.

Se aquela ferida nos sói imenso, porque continuamos a alimentar essa dor, entrando em ilusões de que tudo passa? Não passa. A ferida não cura quando é alimentada. Ela cura sim, quando é tratada!

O ano pede evolução, uma evolução que nos leve mais além em caminhos novos, e isso requer desapego do passado. Requer rompimentos com situações que, não estando bem, devem ser devidamente analisadas com verdade e justiça para que sejam tratadas. O não tratar essas situações pode levar a duas coisas: ou a mais ilusões, ou a frustração, que nada mais é do que uma manifestação cala de que algo tem mesmo que ser feito, uma vez que a frustração é sentida quando não estamos onde queremos, ou não conseguimos alcançar o que desejamos. Mas, isto acarreta outra questão principal que é; se se sente frustrado, porque é que continua a estar onde não quer estar. A fazer o que não quer, em vez de romper, de vez com tudo isso?

Se não o preenche. Se já não é verdade. Se já não o realiza. O que o leva a manter tudo isso de pé?

Apego ao passado. Apego ao conforto. Apego … simplesmente isso, e claro em conjunção com tudo o que já foi acima falado faz uma mistura bombástica de sensações. E as ilusões são as rainhas da inacção. Porque enquanto andamos entretidos a meter na cabeça que está tudo bem, a nossa mente vai precisamente em busca da única réstia de coisa que está efectivamente bem para nos enganar, fazendo-nos dizer a nós mesmos “isto ainda tem salvação”! Quando não tem salvação absolutamente nenhuma. A mente é óptima a criar as realidades que queremos ver, mas, serão essas realidades verdadeiras? Será tudo isso real? Claro que não. Isso é mais uma forma que arranjamos para nos fazer crer a nós mesmos de que tudo corre sobre rodas. O pior é quando a realidade resolve sobressair, e as desculpas que a mente nos arranjou já não chegam para uma realidade tão dura e cruel.

A segunda fase do ano tem em si uma componente kármica muito forte, a qual vai à força meter tudo no seu devido lugar. Vamos ter efectivamente que lidar com a força da vida e vamos igualmente ver como as feridas afinal não estavam tão curadas assim. É preciso doer para curar. É preciso tratar para ascender! É preciso ver a mentira para cair na realidade. É preciso ser-se verdadeiro. É preciso agir já!

Maio terá em si energias densas as quais nos vão levar a agir. Muitas coisas tendem a cessar no decorrer de Maio. O qual vai revelar uma libertação de energia muito grande que se pode manifestar em descontrolo, principalmente, descontrolo emocional, pelo que evite tudo isso e trabalhe desde já as feridas que tem abertas. Feche-as e desfrute depois de um ano espantoso e descubra por si a evolução que terá posteriormente a isso!



Sandra L. Santos 

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